quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Big Brother Brasil 11


*artigo de Luis Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. [...] Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
[...] Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.


Achei esse texto na internet. Alguns sites atribuem a autoria a outros autores desconhecidos e afirmam que não foi escrito por Veríssimo. Independente disso, minha opinião equivale ao artigo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Juros abusivos: abre o olho!!!!

Você sabia que nenhum estabelecimento comercial pode cobrar mais que 2% de juros ao mês? Pois é, apesar de ser um tema batido, nem todos ainda sabem ao pé da letra do seu direito como consumidor. Tá, tudo bem, sabemos que precisamos pagar nossas preciosas continhas em dia, mas imprevistos acontecem e como fazer se você não conseguiu quitar sua dívida exatamente no dia? Você sabe que terá que desembolsar um dinheiro a mais... Porém, muitos estabelecimentos estão abusando desses “jurinhos” e cobrando o olho da cara”.
Em Tubarão, por exemplo, boa parte das lojas cobram de 8 a 12% de juros. Um absurdo!! E muita gente desembolsa esse valor sem saber do seu devido direito. Esse dias deixei um carnezinho básico atrasar 20 dias.  Fui faceira deixar minha continha em dia, quando de repente a operadora do caixa, daquele jeito robozinho que só elas sabem fazer: R$ 20,00 a mais, senhora. What??? Como assim?? 12% de juros em 20 dias!! Dei meia volta e fui direto ao Procon. Voltei com os jurinhos calculados, da maneira como reza a cartilha. Com o papel em mãos, pude pagar a conta de maneira correta.
Então, galera, a dica é o seguinte: se te cobrarem mais de 2% em uma conta, corre para o Procon que eles calculam certinho e a loja é obrigada a aceitar.

by Carolina Carradore

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sem pediatra no hospital de Tubarão



É simplesmente inaceitável que uma instituição como o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, não mantenha em seu quadro clínico um pediatra de plantão. Mas essa é a mais pura realidade que ainda comprovei mais uma vez essa semana, depois de ter presenciado o lamentável episódio envolvendo o pequeno Francisco, filho da minha amiga Patrícia Quirino.
 Liguei na emergência e a resposta foi direta. “Senhora, há apenas clínico geral no plantão”. Até aí tudo bem, ainda inconformada, transferi a ligação para o Pronto Atendimento e fiz todos os questionamentos possíveis. “Mas nem particular, moça? Nem pelo Saúde Conceição ou outro convênio qualquer?” E lá veio mais um banho de água fria. “Olha, tem um pediatra aqui com hora marcada, mas se você vier agora, talvez ainda consiga uma consulta para tua bebê”. Desliguei o telefone frustrada, pois na verdade só queria ter a certeza dessa inexistência de um médico especializado em atendimento infantil.
O fato envolvendo o pequeno Francisco, de 3 anos, é mais uma prova de que um pediatra é essencial no hospital. Há cerca de duas semanas, após ter sido atacado por formigas, na casa da avó, o menino foi levado às pressas para o HNSC. Como é alérgico, apresentava sintomas de edema de glote (a glote fecha a passagem de ar para os pulmões, e a pessoa pode até morrer se não for socorrida a tempo). Como tem plano  Saúde Conceição, a avó levou direto ao PA. Mas teve que fazer meia volta com o neto do colo, mesmo depois da insistência em pedir um atendimento médico. “Não temos pediatra, senhora, leva para a Socimed”. Na companhia de um vizinho, resolveu parar na clínica Pró-Vida, pois a situação se complicava. O atendimento foi imediato e logo a criança foi transferida para a UTI do HNSC. Hoje, Francisco está ótimo e mais levado do que nunca. Graças à equipe da clínica que salvou sua vida. É uma caso para refletir....e cobrar....


by Carolina Carradore

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OAB quer Estatuto da Advocacia em concursos

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) formulou junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o Pedido de Providências número 0000321-79.2011.2.00.0000 visando à inclusão da matéria "Estatuto da Advocacia e da OAB" nos concursos públicos para preenchimento dos cargos de juiz federal e estadual, analista e técnico judiciário. Assinado pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e pelo presidente da Seccional da OAB do Mato Grosso do Sul, Leonardo Duarte, o pedido decorre de requisição semelhante feita pela OAB-MS ao presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 24ª Região.

A entidade requereu que, nos certames a serem realizados futuramente pelo TRT, fosse incluída como matéria obrigatória a constar nos editais dos concursos a Lei 8.906/94 (o Estatuto da Advocacia e da OAB) a fim de ajudar magistrados, servidores judiciários e pessoas que militam na área jurídica a conhecer os deveres e direitos que envolvem a advocacia. Como em sua resposta o TRT informou estar adstrito às regulamentações do Tribunal Superior do Trabalho e do próprio CNJ, a OAB optou, agora, por formular o pedido de providências.


Na avaliação da OAB Nacional, não há dúvida de que, caso seja inserido o Estatuto da Advocacia na matéria de concursos públicos, haveria um aperfeiçoamento da relação jurídica entre os advogados e o Judiciário, permitindo maior conhecimento das regras da advocacia a todos os servidores e magistrados. "O advogado, no exercício de sua profissão, tem se deparado, algumas vezes, com a violação de seus direitos e prerrogativas, sobretudo por parte dos magistrados e servidores públicos", sustenta a OAB no pedido de providências. O relator da matéria no CNJ será o conselheiro Jorge Hélio.



Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2549907/oab-quer-estatuto-da-advocacia-em-concursos-publicos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Salário-maternidade



  • Apesar de ser um assunto bem debatido, ainda percebo que muitas mães desconhecem muitos direitos assegurados por lei. Que a gestante tem direito a 120 dias licença maternidade ou 180 (seis meses é opcional), não é mais novidade. O que ainda gera dúvida é em que situação pode ser concedida o salário-maternidade. Todas as mães têm esse direito, inclusive mãe adotiva, trabalhadora rural, empregada doméstica e contribuinte individual. Quem nunca trabalhou ou está desempregada no momento da gravidez, também pode sacar o benefício. Basta fazer um cadastro na Previdência Social como contribuinte facultativa. Porém, vale ressaltar que esse direito só será concedido caso tenha pelo menos 10 contribuições. Quem sofreu um aborto espontâneo também pode entrar com pedido de auxílio-maternidade na Agência da Previdência Social. Direto este que será concedido num período de duas semanas. Caso a  criança venha a falecer após o parto, o salário-maternidade não será interrompido. As mães adotivas também pode usufruir do benefício. No caso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, é devido o salário-maternidade se a adoção ou o termo de guarda judicial para fins de adoção for igual ou posterior à publicação da lei. Outro direito pouco divulgado é a licença paternidade. Todo pai, biológico ou adotivo, tem direito a licença de cinco dias consecutivos. É um direito do trabalhador que deve respeitado.
Mais informações através do site http://www.dataprev.gov.br/servicos/salmat/salmat_def.htm

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Após colar grau, ex-aluno perde direito de receber créditos pagos a mais

A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça confirmou sentença da comarca de Tubarão, que negou o pedido de indenização por danos materiais ajuizado por José Possami Della contra a Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul.

   Segundo os autos, o ex-acadêmico do curso de Engenharia Química ingressou com ação contra a universidade, sob alegação de que houve cobrança em valor superior das aulas ministradas em quatro disciplinas. Em 1º grau, seu pleito foi negado. O fundamento principal foi que, por ter havido o que se chama de vício do produto ou do serviço, de fácil observância, o prazo para reclamação é de 90 dias contados da respectiva prestação.

    Inconformado com a decisão de 1ª instância, José apelou para o TJ. Sustentou que pagou créditos a mais por aulas não ministradas. Acrescentou que não há falar em decadência do direito, mas tão somente em prazo prescricional – este de três anos.

   “O autor pleiteia o ressarcimento de pagamentos tidos por indevidos, mas colou grau, quando deveria ter resistido, pelo que não faz jus à repetição”, afirmou o relator da matéria, desembargador Pedro Manoel Abreu. A decisão foi unânime. (Apelação Cível n. 2008.082030-3).



*fonte: Tribunal de Justiça de Santa Catarina

A saga da BR-101

Falar em duplicação do trecho da BR-101 é relembrar toda uma história de luta de um povo. São quase 20 anos de espera, com direito a manifesto no meio da pista e centenas de vidas indo por água abaixo.
Ressalta-se que há políticos com veias saltando querendo uma pontinha na televisão para uma pequena promoção, viagens e viagens de comitivas à Brasília e uma pressão sem tamanho no governo.
A obra saiu do papel, mas agora o problema é outro: sem previsão de conclusão. Último levantamento da Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc) é ainda mais desanimador: até 2015.
Será difícil presenciar pista dupla em todos os 238,5 quilômetros.  Enquanto isso, a falta de sinalização tira a paciência até do mais calmo. Quem trafega de Florianópolis até Tubarão precisa adivinhar os desvios, sem contar a precariedade das estradas. No quilômetro 37, em Laguna, a falta de sinalização é tanta que todo o cuidado é pouco para não dar de cara com o viaduto em construção. O caos ainda é maior em feriados e fins de semana, quando ficamos horas a fio dentro do carro esperando a banda passar e escutando desaforos e buzinas dos mais apressadinhos, isto, claro, quando não há ultrapassagem pela direita. Evidente que essa situação só será revertida com mais força de vontade dos gestores, do contrário muitas mortes ainda virão e acha paciência no trânsito.

Duplicação
Total: 238,5 quilômetros
Lotes: 9 de pista e 5 de obras-de-arte (pontes e viadutos)
Programas sócio-ambientais: 22 e 1 Estudo
Obras-de-arte concluídas: 114 (34 pontes - novas e restauradas, 60 viadutos, 20 passagens de pedestres)
Obras-de-arte em execução: 23 (8 pontes - novas e restauradas, 10 viadutos, 5 passagens de pedestres, 1 túnel)
Pista duplicada concluída: 175 quilômetros (73,3% da obra)
Ruas laterais conluídas: 144 quilômetros
Valor aplicado até outubro/2010: R$ 1,3 bilhão
Custo: R$ 1,6 bilhão

*Fonte: Dnit